PELA CHINA DENTRO

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出版者:
作者:ANTONIO CAEIRO
出品人:
页数:0
译者:
出版时间:2004
价格:0
装帧:
isbn号码:9789722026963
丛书系列:
图书标签:
  • 中国
  • 文化
  • 旅行
  • 历史
  • 社会
  • 观察
  • 纪实
  • 当代中国
  • 风俗
  • 游记
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具体描述

《PELA CHINA DENTRO》 这是一本关于探寻中国内心深处、洞察其独特文化肌理的旅行札记。本书并非单纯的景点游览指南,而是以一种沉浸式、体验式的方式,带领读者深入中国腹地,去感受那些鲜为人知却又充满生命力的地域风情。 作者以其敏锐的观察力和细腻的笔触,勾勒出一幅幅生动的画面。从西南高原古老村落的晨钟暮鼓,到江南水乡蜿蜒小巷的吴侬软语;从西北戈壁驼铃声声的苍凉壮阔,到东北林海雪原的质朴热情,无不展现出中国广袤土地上多样化的地域文化和人文精神。 书中,我们跟随作者的脚步,走进当地居民的日常生活。品尝地道的家常菜肴,聆听长者讲述的传说故事,参与热闹的民俗节庆,感受普通中国人在时代变迁中的喜怒哀乐。每一个遇见的人物,每一次真诚的交流,都构成了作者观察中国社会肌理的重要切片。 本书更关注那些在快速发展的时代洪流中,依旧坚守着传统生活方式的人们。他们或许没有光鲜亮丽的外表,却有着一颗淳朴善良的心,他们的故事,折射出中华文明深厚的底蕴和不灭的生命力。作者试图通过这些个体生命的故事,展现中国人民的韧性、智慧和对生活的热爱。 此外,作者还对一些在中国发展进程中出现的社会现象进行了深入的思考和探讨。她关注的不仅是经济的腾飞,更是文化传承与现代化的碰撞,是城乡之间的差异与融合,是传统价值观在当下社会的演变。这些思考并非空穴来风,而是建立在作者深入的田野调查和与当地人长时间的互动之上。 《PELA CHINA DENTRO》拒绝浮光掠影的描绘,力求展现一个真实、立体、有温度的中国。它邀请读者放下刻板印象,以一颗开放的心,去感受中国隐藏在表面之下的丰富内涵。这是一场精神的旅程,一次对文化深度的探索,也是一次与中国内心对话的邀约。 本书的语言风格朴实而富有感染力,充满了旅行者最真切的情感表达。读者在阅读时,仿佛置身于作者的旅途中,与她一同感受微风拂面,一同品味茶香,一同倾听远方的歌声。这不仅仅是一本书,更是一扇窗,一扇通往中国内心世界的窗。 它或许会让你重新认识中国,或许会触动你内心深处的情感,让你对这个古老而又充满活力的国度产生更深刻的理解和共鸣。它是一份献给那些渴望了解真实中国、渴望体验别样风情的读者的礼物。 本书的叙述不拘泥于固定的框架,更像是随性而发的随笔,但字里行间却流露出对中国历史、文化、社会发展的深刻洞察。作者并非以一个旁观者的姿态审视,而是以一种融入者的姿态去体验、去感受、去理解。 从繁华都市的犄角旮旯,到偏远山村的炊烟袅袅,作者的足迹遍布大江南北。她关注的不仅仅是宏大的叙事,更是那些被遗忘的角落里,普通人的生活细节。这些细节,如同散落的珍珠,串联起一幅幅动人心魄的中国图景。 《PELA CHINA DENTRO》是一部充满人文关怀的作品,它尊重每一个生命,珍视每一次相遇。它所记录的,是中国人民最真实的面貌,是中国文化最鲜活的生命力。通过这本书,我们得以窥见中国灵魂深处那些不曾轻易示人的风景。 本书旨在提供一种全新的视角,去理解和体验中国的多样性。它鼓励读者走出舒适区,去探索那些未被大众熟知的地方,去发掘那些隐藏在日常之下的精彩。这是一次关于发现的旅程,一次关于连接的尝试。 它是一面镜子,映照出中国的过去、现在和未来;它也是一座桥梁,连接起不同文化背景下的心灵。阅读《PELA CHINA DENTRO》,就是进行一场与中国的深度对话,一次对心灵的洗礼。

作者简介

António Caeiro aceitou ser correspondente da Agência Lusa na China, esteve lá doze anos (1991-2002) e no regresso escreveu este livro. Todos os assuntos aqui tratados são bombeados pela mesma energia: o entusiasmo de assistir ao início da transformação vertiginosamente rápida de um país inerte durante milénios, ou seja, à China a preparar-se para ser uma potência económica mundial.

Um qualquer processo de mudança acolhe contradições. Nesta base, o discurso é percorrido sistematicamente por contrapontos de situações à partida impossíveis de ligar — fechamento-abertura; comunismo-capitalismo; antiguidade-modernidade; campo-cidade; manufactura-tecnologia — que performatizam, muito para além da letra, a proclamação de Deng Xiaoping: um país dois sistemas.

A par disso, insiste-se na escala dessa mudança — porque na China é tudo em grande: a população (quase 1300 milhões), o orgulho nacional, a história, as obras, a poluição...

Os níveis onde incide a focalização dessa mudança não podiam ser mais variados. Segue-se apenas uma lista ilustrativa:

— a língua: o significado unívoco da expressão "Libertação", que leva a que os presos políticos digam "Fui preso depois da Libertação" (!) (isto é, depois da tomada do poder por Mao), a par da utilização por um jovem chinês da frase feita "sonho americano" para dizer realização pessoal;

— o aparecimento de movimentos cívicos dedicados à protecção dos animais, num país onde se come de tudo o que tem quatro patas, ou às campanhas de antitabagismo, quando os chineses fumam até à asfixia;

— a continuação da doutrinação do povo através de slogans e da fabricação de trabalhadores-modelo, quando o livro de Mao é já um fetiche turístico;

— a admissão da China na Organização Mundial do Comércio com a população camponesa (metade da população) em pobreza extrema;

— a culinária: batatas fritas com mel ou ketchup com bossa de camelo;

— o futebol: "-Chegou a altura de tocar a rebate e erguer a Grande Muralha do futebol chinês!"(p.24)

— a música: o Exército Popular de Libertação formou uma orquestra de Jazz(!);

— o mercado bolsista, posto que, afinal, em 1864, o próprio Marx chegou a comprar acções numa companhia americana.

Apetece continuar a lista: os cabelos lixiviados, as sex shops, o humor, a pirataria, o Pai Natal chinês!

Simultaneamente motor e finalidade desta mudança, o crescimento económico não abala porém o monolitismo do Partido Comunista Chinês, firmado no pacto que tem com cada cidadão: "enriquece e cala-te". E por isso a obra é também atravessada por vozes de alerta para os perigos típicos de um pragmatismo sem princípios, derivado de um vazio ideológico e moral em função do qual as alianças internas e externas mais não são do que "parcerias estratégicas".

O título (correspondente a um sintagma preposicional designativo de orientação espacial) e subtítulo (que consubstancia o discurso na viagem e vice versa) convocam uma leitura sob o género relato de viagem, mas o trabalho de reportagem desponta a cada passo.

Na verdade, há subcapítulos (os capítulos estão segmentados por anos civis) dedicados à invocação, por ordem cronológica, de impressões, eventos, circunstâncias de uma viagem. Curiosamente, isso acontece quando a viagem tem por destino locais fora da China. O registo mais puro da relação de viagem está no momento dedicado ao percurso realizado no expresso Pequim-Hanói: são dados os pormenores de preparação e início da viagem; as personagens citadas são implicitamente identificadas como passageiros e empregados que metem conversa; as considerações históricas do autor-viajante são acolhidas no discurso apenas por extensão temática relativamente ao conteúdo das falas das personagens-companheiros de viagem. É um discurso pausado pelas paragens do comboio, para a introdução de descrições autónomas — das cidades, das estações, do Rio Amarelo, do Rio Yangtze e da vida das pessoas pontilhada nas suas margens, dos montes Guilin e, depois, da paisagem em fuga no ecrã do vidro da carruagem. Nenhum outro subcapítulo se lhe iguala neste registo (nem mesmo a viagem à Mongólia Exterior).

O que não quer dizer que não haja outras viagens representadas. Há muitas (ao Tibete, à província de Guangxi, a Bama, a Xangai, a Hong-Kong, a Macau...) — mas elas estão lá como pano de fundo, a dar o contexto para alinhar mais conversas derivadas de outros encontros ocasionais, mais comentários históricos, mais considerações etnográficas. Podemos discutir se não é esta a feição mesma do relato de viagem. Porém, há uma especificidade, que se obtém apenas por uma visão de conjunto da obra: neste livro, os momentos em que o espaço funciona como circunstancial agrupam-se plenamente com os movimentos discursivos próprios da reportagem.

Aliás a reportagem está presente como tema e como exercício. Como tema, porque não raro nos são dados os bastidores técnicos da profissão de jornalista, assim como uma alargada circunstanciação da investigação e das entrevistas realizadas para a elaboração do texto jornalístico. Por outro lado, é praticado o exercício da reportagem, dado que há segmentos que reactivam, com algumas transformações, é certo, o modo de organização do discurso noticioso, compassado em três tempos sequenciais de textualização: 1. introdução insulada de discurso directo - 2.apresentação do locutor que o produziu - 3.generalização com apoio em várias fontes (jornais, revistas, livros). Não é difícil detectar pois, nesses mesmos segmentos, uma enunciação jornalística em que a instância elocutiva é apenas lugar de mediação.

É claro que cai fora da enunciação jornalística o constante recurso a tempos do passado (inclusivamente nos verbos dicendi) e a identificação pessoal do locutor-jornalista, que entretanto fora dada — porque este é um discurso referencial e porque se usou já a primeira pessoa. Quanto ao conteúdo, também não cabem na reportagem os pormenores risíveis e os episódios anedóticos (as praias com horário de abertura e de encerramento, os seios importados dos EUA...) ou a descrição fortemente impressiva das surreais reuniões para aprovação do Orçamento Geral do Estado, por exemplo. Quanto às opções lexicais, são, nesta linha, igualmente excedentárias as metáforas inseridas no discurso por prolongamento de um dado campo semântico em vigor: "Foi pela mesma linha [de comboio] que o Vietname recebeu o arroz e as armas com que a China apoiou a 'luta do povo irmão contra o imperialismo americano', nos anos 60, mas a História, entretanto, fez agulha noutro sentido" (p.126); "As faixas de rodagem reservadas às bicicletas iam ficando cada vez mais estreitas e a indústria do sector também estava a perder pedalada." (p.184); "— Os chineses não vão deixar de beber chá, mas passarão também a tomar café, como aconteceu no Japão. É uma questão de dez ou quinze anos — dizia um técnico de marketing que comercializava o café colombiano na China. / O director da adega italiana que faz o espumante Asti, Oswaldo Brondolo, tentava manter-se sóbrio, mas os números entonteciam qualquer um. / — Se cada família chinesa comprasse uma garrafa por ano — imaginava aquele agricultor de Turim — seriam cerca de 350 milhões de garrafas. Dezassete vezes mais do que todo o Asti bebido anualmente em Itália!" (p.209)

Balanceando os dois géneros. Encontramos relato de viagem pela presença de sequências estrutural e enunciativamente conformáveis nesse género, como acima já se analisou, mas também, ao nível das representações, pelo exotismo e fascínio pelas maravilhas daquele mundo — lugar de aprendizagem e desafio hermenêutico. Encontramos reportagem no peso referencialista do discurso, no posicionamento das personagens como fontes de informação e postos de observação, na projecção de um saber derivado da actualidade noticiosa.

Uma observação ainda sobre o uso da primeira pessoa. António Caeiro em entrevista a Ana Sousa Dias ("Por Outro Lado", Canal 2, 15-11-04), afirmou a necessidade de escrever a palavra "eu" para estar ao nível do "tu" do leitor — e assim promover uma relação interlocutiva que é alheia a um texto emanado de uma agência noticiosa.

Concomitantemente, a emergência da figura do autor, assim referenciada, permite sustentar o desenvolvimento de um ponto de vista e a prossecução de uma mira argumentativa que visa a apologia da acção chinesa — do povo e dos seus governantes. Veja-se, por exemplo, como o autor contrapõe os testemunhos desfavoráveis à China com episódios da sua experiência pessoal que ditam uma orientação contrária; como coloca em posição final dos subcapítulos as falas que concorrem para uma visão compreensiva da China; como dá eco à voz do leitor nas interrogações que arrastam consigo um ponto de vista contra-orientado — "Vale tudo?" (p.197); "Democracia?" (p.278) — para de seguida ver reforçada a posição — que o autor se mostra a compartilhar — de que existe bom senso na China e de que a democratização é uma operação incauta num futuro próximo. Esta apologia da China é retumbante no último parágrafo do livro, quando, ao citar a visão negativa que a imprensa chinesa faz do trabalho dos correspondentes estrangeiros, acusando-os de facciosismo depreciativo, o autor se distancia desses correspondentes e coloca tudo o que escreveu até aí em contra-corrente, ou seja, em facciosismo apreciativo.

Por estes três prismas - enunciativo, semântico e argumentativo - é possível perceber porque é que uma obra feita de fragmentos não aparece fragmentada, mas como uma totalidade concertada, em que nenhuma parte é dispensável (o prefácio do Embaixador é paratexto.)

目录信息

读后感

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用户评价

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这本书的语言风格充满了令人惊喜的跳跃感。有时候,作者会突然抛出一个极其精炼、如同诗歌般的句子,其意蕴之深远,足以让人反复咀嚼良久;而下一段,又可能转为一种近乎口语化的、带着强烈地方色彩的叙述,充满了生命力和烟火气。这种风格上的大胆切换,非但没有造成阅读上的割裂感,反而像是一部交响乐中突然插入的一段即兴的布鲁斯独奏,为整体的旋律增添了迷人的变奏。我尤其欣赏作者在处理个人情感介入时所展现出的克制与精准。他并非一味地抒发个人感受,而是巧妙地将自己的观察与体悟融入到对外部世界的描摹之中,使得“我”的存在是辅助性的,焦点始终对准着那个广阔而复杂的“里面”。这种成熟的叙事姿态,让读者得以保持一种相对抽离的视角,从而更客观地去感受那些复杂的主题。看完后,我感觉自己像是刚参加完一场非常深入的哲学辩论,既有深刻的思考,又不失感性的触动。

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这本书,说实话,从书名开始就充满了那种扑面而来的野性与未知的气息。《PELA CHINA DENTRO》,这个名字本身就像一声号子,让人忍不住想知道,到底是什么样的“里面”在召唤着作者。我花了整整一个下午,沉浸在那种仿佛穿梭于历史烟尘与现代脉搏交织的叙事之中。作者的笔触,时而如山涧清泉般灵动跳跃,描绘着那些在地图上找不到的小径和村落,那些被时间遗忘的古老手艺人的坚守;时而又像是厚重的鼓点,敲击着现代都市文明的冰冷外壳,探讨着快速发展背后那些被挤压和牺牲的文化根基。我尤其欣赏他对细节的捕捉能力,那种对食物气味、衣物材质、甚至光线角度的精确描摹,让读者仿佛真的能闻到北方冬日炉火的烟熏味,感受到南方夏日午后闷热的粘稠感。这不是一本教科书式的游记,它更像是一份深情的告白,一份对广袤土地上那些鲜活生命的细致观察与体悟。阅读过程中,我多次停下来,合上书,默默回味那些关于人与土地之间复杂情感的段落。那种深刻的共鸣,超越了单纯的阅读体验,更像是一次心灵的洗礼。这本书的叙事节奏掌握得炉火纯青,张弛有度,让人在被故事情节牵引的同时,又不断有机会停下来审视自己与周遭世界的联系。

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阅读《PELA CHINA DENTRO》的过程,与其说是在阅读,不如说是在进行一场感官的冒险。这本书的结构处理非常独特,它不是线性的,更像是一张由无数细密的情感丝线编织而成的网。每一章的切换都带来一种截然不同的氛围和语境,仿佛作者在不同的时间节点和地理坐标上留下了一串串带有个人印记的足迹。我特别留意到作者在描绘自然环境时的细腻笔触。他不仅仅是在记录风景,更是在解读风景背后的哲学意味。比如他对某条河流的描述,那条河似乎承载了千年的记忆与秘密,它的每一次潮起潮落都仿佛是对时间流逝的无声叹息。这种将自然景观与人类情感深度融合的写作手法,极大地提升了作品的文学厚度。读到一些关于地域性思维方式的探讨时,我感到豁然开朗,那些以往困惑于不同地域文化差异的迷惑,在作者的解读下变得清晰而富有逻辑性。整本书读下来,我感觉自己的视野被极大地拓宽了,不仅是地理意义上的,更是思维和情感层面的拓展。

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坦白说,这本书的阅读难度并不低,它要求读者有一定的耐心和开放的心态去接纳那些不那么容易被理解的概念和场景。它挑战了我们对于“阅读”这件事的固有期待——它不提供简单明确的答案,而是抛出更多值得深思的问题。我反复阅读了其中关于“时间观念”变迁的章节,作者用近乎人类学家的严谨态度,去剖析了在快速现代化进程中,人们对于过去、现在和未来的感知是如何被重塑和扭曲的。这种对社会深层结构进行剖析的勇气和能力,是这本书最引人注目的地方之一。它不仅仅是在记录表象,更是在探寻隐藏在表象之下的驱动力。这本书的价值,或许不在于它能提供一个完美的“指南”,而在于它能提供一种看待世界的独特透镜,一种更加深刻、更具层次感的视角。它强迫你去思考,在你日常生活的表层之下,究竟还隐藏着怎样一个丰富而矛盾的“内在世界”。这本书绝对值得反复品读,每次重读,都会有新的感悟浮现。

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拿起这本书的时候,我原本以为会读到一些关于宏大叙事的历史回顾,毕竟“CHINA”这个词汇本身就自带了厚重的历史感。然而,作者的处理方式却极其巧妙,他避开了那些宏大叙事中常见的陈词滥调,转而将焦点聚焦于那些微观的个体命运。我被那些散落在书页中的人物群像深深吸引了——那个在黄土高原上独自守着一座破旧戏台的老者,他一生的悲欢离合都浓缩在了那几段咿呀的唱腔里;还有那个在沿海城市打拼的年轻设计师,如何在传统纹样与国际潮流之间小心翼翼地寻找平衡点。这些人物的塑造立体而真实,他们不是符号,而是活生生的人,带着各自的挣扎、希望和无可奈何。作者的文字有一种直抵人心的力量,它不煽情,却能让人在平静的叙述中感受到命运的起伏。我特别喜欢他运用对比的技巧,将古老的传统与瞬息万变的现代生活并置,那种强烈的反差不仅产生了张力,更引发了我对“传承”与“变革”这一永恒命题的深刻思考。这本书更像是一面镜子,映照出当下社会中复杂多元的文化景观,让人不得不停下来,重新审视自己对于“身份”和“归属”的理解。

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04年或05年我在葡萄牙读完了这本书,觉得很好,回国还多买了本送给赵老师。08年5月我从国企跳槽到Lusa,没多久记者告诉我他要回国,接替他的人就是作者Antonio Caeiro,也就是我的新老板。我跟他工作了五年多,直到13年底我辞职要到斯里兰卡。有次他说参加活动,????????记者被授予????????总统勋章。我问他葡萄牙总统什么时候给你勋章?他说????????一般不给记者发总统勋章。但话音没落多久,他就得了????????总统勋章,挺高兴跟我说比????????大使的勋章级别还高。他是个乐观的敬业的记者,连我辞职走都被他写到稿子里:一般中国人农场包围城市,我是要从城市到乡村。

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